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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Porque às vezes, menos é mais

Ontem foi um dia de subtrações.

Bebi um sumo detox de espinafres, pepino, kiwi, gengibre e várias sementes. Daqueles que fazem as nossas entranhas sentirem-se com quinze anos: imaturas e rebeldes. Menos um pão de leite nas minhas artérias.

Entreguei o IRS. Acho que nunca o tinha entregue tão cedo. Está feito. Menos uma coisa para tratar.

O carro foi à revisão. E quando regressou, quase não o reconhecia, sem a espessa camada de pó com que normalmente se apresenta. Menos uma coisa pendente.

Paniquei durante os dois minutos em que o meu gato de cinco quilos fixou os olhos numa mosca pousada no cortinado do quarto. Por momentos achei que o fim estava perto. A mosca fugiu. Menos uma coisa para arranjar em casa.

Corri 6 kms. Na passadeira. À noite. Em casa. Estava a precisar. Menos uma noite de insónia.

Levei o lixo à rua, depois da corrida e antes do banho. Senti o bafo quente da primeira noite de calor. Menos um dia para o (meu amado) Verão.

Recebi um postal de uma amiga que está a viver do outro lado do mundo. Regressa em agosto. Menos um pedaço de coração fora do peito.