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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Portanto...

...hoje é dia onze do doze do treze e são catorze e quinze.
Vou listar dezasseis coisas de que eu gosto.
Vou publicar uma imagem do número dezassete.
E vou deixar-vos vibrar ao som de uma música que inclui o número dezoito.

Porquê?
Estimado leitor que pertence ao grupo de pessoas que se anima com estas sequências de números, siga para a resposta a).
Estimado leitor que é uma pessoa normal, siga para b).

a) Gostou? Ainda bem. Aqui a sua Mulher de Sonho quer que se sinta confortável e bem disposto. Repare como, por baixo de cada post, tive o cuidado de indicar a hora a que foi publicado. Com algarismos. Para que possa acompanhar as suas letras com os seus números. Feliz? Espero que sim. Agora vá lá consultar o Facebook para ver quantos likes teve o seu texto sobre os desejos que pediu às nove e dez deste dia (sim, porque certamente se irão realizar) (é garantido). Volte mais logo, sim? Um grande bem haja.

b) FODA-SE!


Coisas de que eu gosto (por ordem alfabética, para os freaks das letras):

1. Abraços
2. Animais (todos, menos as filhas de Satanás) (as baratas)
3. Balões
4. Chocolate
5. Conversas inteligentes
6. Gestos de ternura
7. Livros
8. Material de escritório (podia viver semanas no Staples)
9. Nadar
10. Ópera
11. Pequenos-almoços de hotel
12. Queijo
13. Sexo
14. Silêncios confortáveis
15. Stand-up comedy
16. Surpresas





terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Casta Diva, cortesia de Jean Paul Gaultier

Os meus habituais instintos homicidas para com os senhores dos perfumes - que nesta época entopem os nossos espaços publicitários televisivos - este ano estão reduzidos para menos de metade. E porquê? Porque este ano alguém teve o bom gosto de musicar um deles com a melhor ária de ópera que conheço. E eu conheço algumas.

Sim, esta Mulher de Sonho ama ópera como ama chocolate: alarvemente. E ama particularmente Maria Callas, uma voz sem igual que me faz chorar de emoção e de lamento por nunca a poder ver e ouvir ao vivo.

Já sei que muitos não partilharão deste meu gosto - passei anos a ouvir palavras como “gritos”, “histeria” ou “ruído” - mas ver-me feliz era levar-me a ver a Norma à ópera de Paris ou, para os que acreditam que não há impossíveis, trazer a Maria Callas até à minha sala e pedir-lhe para me cantar isto.

O Casta Diva, da Norma, é coisinha para quebrar o mais frio dos corações. Ora oiçam.



A Norma é uma mulher despeitada, trocada por outra mais jovem. O traidor é o homem com quem tem dois filhos, um sacana de um romano que andava a invadir a Gáulia. E agora digam lá que não é um género musical moderno e para todas as gerações!

Seja como for, obrigada, senhores do Jean Paul Gaultier Parfums, cujo making of do anúncio aqui deixo. Não é o que está a passar cá mas ficam com uma ideia.



Eu nem tinha dado pelo rapaz musculado. Se ao menos ele cantasse ópera...