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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Eu pino, tu pinas, os vizinhos pinam às sete da manhã

Os meus vizinhos, numa atitude desafiadora e anarca, começaram este Dia de São Valentim a dar a cambalhota do amor. Eles não quiseram esperar pelo final do dia e pimbas. Logo p'la fresquinha. Sete da manhã, escuro lá fora e eles naquilo.
Ou isso ou não arranjaram baby-sitter para a noite e quiseram despachar a coisa enquanto os miúdos ainda dormiam.

Eu não sei se os miúdos ainda dormiam. Eu estava noutra casa e acordei.

Ouvi uns sólidos 6 minutos de ais e de uis e de coisas a bater em coisas mas, visto que aqui vivo há quase 3 meses e que esta foi a primeira vez que testemunhei os seus (deles) prazeres da carne, parece-me que foi sexo proforma. Pena.

Caro leitor, se ainda não teve oportunidade de o fazer, aproveite este dia para juntar qualquer coisa de diferente ao seu habitual cardápio de marotice. Não é por ser o Dia dos Namorados mas porque o sexo deve ser imaginativo e divertido e hoje é tão bom dia para começar como qualquer outro.

Vista uma lingerie sexy, faça uma massagem, depile isto ou aquilo, explore o elevador do prédio (mas deixe o vizinho sair primeiro), marque um "almoço" em casa e apareça só de avental e saltos altos (esta sugestão era para as senhoras, mas se há por aí homens entusiasmados com a ideia, força!) (hoje em dia já se encontram sapatos de salto alto até ao 44), envie fotos marotas, vá ao cinema e perca 15 minutos do filme, visite uma sex-shop com ele/ela e comprem um brinquedo para os dois - enfim, saia da rotina e relembre ao seu amor o seu cheiro, o seu gosto, o toque da sua pele.

Se não tem amor, mas tem alguém que lhe aquece os pés de vez em quando, também serve. O sexo faz bem a tudo e é grátis (errr... é grátis na maior parte dos casos) (mas não vamos agora falar sobre isso).

Um dia cheio de orgasmos é o que vos desejo. E de amor fofinho, como este (mas sem os animais, seus porcos!)





Esta relação precisa de trabalho

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A histeria dos outros controlada em segundos

O meu pai morreu no Natal.

Adoro dizer isto a quem me pergunta pelo meu espírito natalício.
Se forem mesmo muito insistentes e pegajosos, falo no cancro.
Inoperável.

Mal termino a frase, parecem chitas. A correr doidas pela savana.

Infelizmente é verdade e acho que até lido bem com o assunto.
Mas não me venham cá com alegrias impostas! Eu sou feliz quando quiser e/ou puder e não de cada vez que enchem as ruas de luzinhas brilhantes.

Vamos lá ver: eu também gosto de sexo mas não é por isso que ando a inundar o telemóvel dos amigos e conhecidos, com mensagens comemorativas, de cada vez que tenho um orgasmo.
Nem me chegava o orçamento.

Se eu respeito os vossos pais natais trepadores e presépios com ovelhinhas e musgo, respeitem os meus enfeites de Natal armazenados no fundo da despensa.
Ou isso, ou podem enfiar o vosso lindo pinheirinho onde a estrela que guiou os Reis Magos não brilha.
Pode ser?


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

35 and single

Queridas leitoras, queiram tirar 7 minutos do vosso dia para ver este filme feito por uma argentina de 35 anos, sobre as suas opções de vida. É clicar aqui.

Tantas vezes nos tentam fazer seguir o trilho do "que é suposto ser", que nos deixam a questionar quem somos. A pôr em causa o que queremos para a nossa vida. A procurar a felicidade em locais onde ela, para nós, nunca existirá.

Namorar, casar, ter filhos, por esta ordem, na idade "adequada", pode ser maravilhoso, se for essa a nossa opção. Se não for, deixem lá as perguntas e as pressões e sigam com a vossa vidinha.

Talvez seja o tamanho do nosso sorriso que incomoda. Ou as olheiras que exibimos com orgulho, depois de uma noite de sexo divertido, sem fins reprodutivos. Seja como for, guardem com unhas e dentes o direito às vossas escolhas e empinem esse nariz - até ao céu! - se alguém se atrever a pôr em causa a vossa vida.

Se forem das que seguiram o caminho mais tradicional (ou "normal", como diria a minha mãezinha), parem lá de atormentar aquela amiga giríssima que não há meio de assentar. Suspendam os jantares lá em casa para lhe apresentar os amigos do vosso marido. Ou de lhe oferecer DVDs de séries sobre lésbicas...

Se calhar, tem 35 anos, é solteira e está feliz assim!



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Agora a sério

Sabes que a tua vida sexual atingiu mínimos preocupantes quando o momento mais erótico da semana é sair do Pingo Doce com uma banana na mão.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sex In a Box

Começou esta semana o programa britânico, do Channel 4, Sex in a Box.
Instalada num estúdio está uma caixa de 12 metros quadrados, na qual entram pessoas para serem felizes. Há uma luz do lado de fora que indica em que fase estão: preliminares, coisa na coisa ou I-could-really-use-a-cigarrete-right-about-now.
Terminado o coito, saltam para uma entrevista em estúdio. Sim, sim. Comem-se ali e depois conversam sobre isso. Sobre o que fizeram e os sentimentos que tiveram e essas merdas. Clássico.
O programa tem gerado a polémica pretendida, as redes sociais estão em rubro, mas ainda assim as audiências desiludiram (welcome to almost everyone’s sex life).
Ora vamos lá ver. Eu tenho mixed feelings em relação a este formato. Se por um lado adoraria ir ver as entranhas da caixa - e quiçá dar uso ao tempo (enfim, já que lá se está) - por outro não vejo o que é que o facto de ser terem ali trocado fluidos uns minutos antes acrescenta à qualidade da entrevista. O pós-coital imediato ajuda? Há quem diga que sim. Uma sexpert citada pelo inglês The Independent diz que “If you get somebody who's just actually had sex, they're all high on it, all the hormones are racing through their body, you're gonna get a much more honest recall of how they feel about it." Pois. Mas esperem: estamos assim tão aborrecidos que queiramos ver pessoas depois do acto, que nós não vimos, a falar sobre o acto QUE NÓS NÃO VIMOS? É que ver sexo, eu compreendo. Que compreendo. Mas ver o depois? Descabelados, suados, esbaforidos, relaxados e nós à míngua? Hã? E é bom que pelo menos estejam a arfar, porque se nem isso, de que valeu a experiência? Para nós, claro, que podíamos estar a fazer o mesmo e a não falar a seguir sobre isso.
Até do ponto de vista do casal (até ver foram sempre casais: dois heterossexuais e um homossexual), também há questões logísticas que me apoquentam. Insonorização já sabemos que há.
Mas há uma cama?
Há um banco corrido?
Há um tapete e betadine para aplicar nos joelhos?
Há gadgets disponíveis ou cada um leva o que gosta?
Há ar condicionado?
Há bidé?
Há um espelho? Ou vários?
Há caixote do lixo?
Há tempo limite...? Esta é particularmente relevante, meu amigos. Se fosse comigo, se o momento estivesse a ser pleno de alegrias carnais, se já estivesse na vertigem dos múltiplos, admitiria eu que alguém tentasse fazer-me sair dali pelo toque de uma campainha ou com um educado bater na porta? (são ingleses) Não me parece. De Sex in a Box passaríamos rapidamente para Beast in a Box. Então convidam e depois não sabem receber as pessoas? (será que poriam uma vassoura atrás da porta?) (referência obscura a métodos antigos e rafeiramente comprovados de retirar convidados de casa).
Nop, não me convencem.
Ponham lá as câmarazinhas dentro da caixa e então logo falamos.



Dos homens casados

Se já não gostam da vossa mulher, separem-se.
Se já não querem comer a vossa mulher, não comam. Separem-se. 
Se acham que ela é uma massa disforme desde que expeliu a(s) vossa(s) cria(s), levem-na pela mão ao ginásio e façam vocês as compras lá para casa. Tudo na secção dos frescos.
Se depois disso ainda não a quiserem comer, separem-se.
Se acham que casaram demasiado novos e o que queriam mesmo mesmo era sair com quatro miúdas de 25 anos, separem-se.
Percebam a seguir como são patéticos.
Se acham que dormem com a criatura mais chata que alguma vez conheceram, tentem perceber se a criatura não acha o mesmo de vocês.
Se sim, separem-se.
Se não são felizes, peloamordedeus, separem-se.
Acima de tudo, façam lá a vossa vidinha sem me andarem a pegar no pé com a história da carochinha, sim?
Sou uma princesa.
Foda-se.