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terça-feira, 6 de maio de 2014

Última hora: o fim está próximo

Ser distraída não é deixar as chaves na fechadura por dentro quando saio de casa.
Não é guardar revistas no frigorífico, não é dizer três vezes bom dia à mesma pessoa no corredor da empresa, não é passar a porta de casa porque vou a pensar no jantar.

Ser distraída não é sequer abordar um carro no estacionamento que jurava ser o meu e não perceber o que raio faz uma cadeira de bebé no banco de trás. E o carro ser de cor diferente.

Não.

Ser distraída é ir à casa de banho do ginásio, e depois de fazer o que há para fazer, passar os quatro minutos seguintes numa luta corpo a corpo com a fechadura, mandar mensagens a dizer que finalmente sou uma princesa fechada num castelo (embora dispensasse a loiça sanitária), amaldiçoar a reduzida dimensão das minhas vísceras e no momento em que me conformo que só uma solução à MacGyver (com o elástico de cabelo, os atacadores dos ténis e o piaçaba) me poderiam valer, perceber que nunca cheguei a destrancar a porta.

Não há caminho mais longo do que aquele que se faz ao sair de uma casa de banho onde se esteve aos encontrões à porta e junto ao qual está uma fila de mulheres à espera.