E eu pensei “Não…”.
A primeira frase do artigo dizia “Uma elite de golfinhos altamente treinados para desempenhar tarefas militares na Marinha da Ucrânia, como a deteção de minas submersíveis ou o combate a veículos invasores, pertence agora às forças russas”.
E eu levei a mão à testa, abanei a cabeça, incrédula, e pensei “Elite de golfinhos? Não…”.
Umas linhas abaixo, continuava. “Com a anexação da Crimeia pela Rússia, os animais são agora propriedade das forças militares russas, que deverão continuar com o programa – que também treina leões-marinhos para fins militares”.
Já de queixo encostado ao teclado, soltei “Leões-marinhos para fins militares?!"
E quando os meus olhos bateram nestas imagens, saiu-me um robusto “F*da-se!”
Depois de séculos a recrutar cavalos, mulas, cães, porcos, elefantes, camelos, morcegos, pombos e ratazanas (sim, sim, ratazanas amiguinhas, hum, tão fofinhas), e atribuir-lhes tarefas de transporte e/ou de deteção de minas e/ou missões suicidas (que melhor dizendo, são homicidas porque o desgraçado do animal não sabe ao que vai), as forças armadas chegaram aos mares para alinhar esta malta nos seus exércitos.
Mas está tudo parvo?
Nem vou falar das óbvias questões éticas. Parecem-me por demais evidentes. Falarei, sim, de outra problemática que me inquietou e que estou segura que se alapará à vossa alma, depois de hoje.
Então alinham estes soldados para o combate e não se lhes arranjam uniformes? Mas que raio de forças armadas são estas? Ninguém espera ver um magala no expresso das sete para Viseu todo nu, pois não? Então por que é que quando o Flipper vai visitar a mãe tem que ir em pelota?
“Ai e tal, isso é parvo porque os animais não usam roupa”. Ah, mas recrutá-los à força para guerras estúpidas (perdoem a redundância), já pode ser, não é? E se vai ser esse o vosso argumento, tomem lá.
Portanto sobre a roupa, estamos conversados, certo?
Então não se arranja um fatinho de banho, um speedo ou umas bermudas, para a malta da marinha animal, porquê? Temos cá distinções, é? Aos cavalos da Guarda Republicana até tranças na crina lhes fazem. Com os leões marinhos, que têm que andar com a genitália à mostra, sujeitos a serem gozados pelo inimigo, ninguém se importa. Está mal!
E o uniforme de gala? Não me digam que se houver uma festa da Messe dos Oficiais vão abrir uma exceção ao dress code só por causa da elite dos golfinhos. Não acredito. O mais certo é serem discriminados e acabarem todos barrados à entrada por quatro pastores alemães da GNR.
E dizem vocês “Mas ó Mulher de Sonho, sim senhor, estas são questões pertinentes, mas este texto está um bocado estranho… Tens a certeza que andas a dormir bem?”.
E respondo eu “Shiuu, calem-se, que estou a tentar ouvir este ensemble de saxofones da Banda Militar dos Crustáceos da Marinha”.
De maneiras que ainda bem que amanhã é Sábado.
Tenham um excelente fim-de-semana, sim?












