Querido(s) leitor(es): cá estou! Quase não me reconheciam, certo? A dieta continua e já perdi um monstruoso quiloemeio. Vá, não se riam. Também não tenho quinze para perder! E não esqueçamos que a minha dieta é só de segunda a sexta. Ao fim-de-semana sou menos regrada.
Que é como quem diz que sou uma besta.
Sou uma ceifeira debulhadora.
Sou quatro, vá.
Mas isso agora não interessa nada. Em dez dias úteis perder quilo e meio é bom. Sobretudo quando o total a perder são quatro. Sinto-me bem. Sem vontade de comer porcaria nos dias de dieta e a gostar dos resultados.
Não estou a fazer uma dieta louca. Já fui acompanhada por uma (excelente) nutricionista que me ensinou a comer. E é mesmo isto: temos que ser ensinadas. Para não andarmos a beber seivas mágicas durante dez dias, que nos prometem um lugar nas passarelas do próximo Portugal Fashion, e que afinal resultam apenas em visões de girafas voadoras antes de desmaiarmos de fraqueza no emprego. O que a Mariana Abecassis (cujo livro acaba de ser editado e pode ser comprado aqui) me ensinou foi a comer bem, a não chegar a ter fome, a variar os alimentos, a ter atenção às quantidades e a permitir-me a ocasional asneira (não era todo um fim de semana, mas isso ela não precisa de saber).
Por isso, de segunda a sexta, o meu bucho está entupido de sopa. Sem batata. Se tiver um acidente, temo que o INEM me encontre inanimada numa papa mal digerida de courgette e nabo. Mas oiçam o que esta Mulher de Sonho vos diz: a sopa é amiga. Lembrem-se disso se quiserem perder peso de forma saudável (a propósito, sopinha da pedra não vale, ok?).
E cenouras? Muita cenoura tenho comido por estes dias. O polícia do Pingo Doce já olha para mim de lado quando, dia sim, dia não, lá estou eu a ensacar cenouras. Aposto que em maio vou ter visão raio-x. Como-as cruas, à dentada, ao almoço, antes da sopa, o que também acalma os meus anseios sexuais. Mas isso fica para outro post.
Alface. Tomate. Espinafres. Grelos. Cogumelos. Queijo fresco. Mini tartes de ovo e iogurte. Peixe (desde que não seja frito). Eu não como carne, mas para quem come, carnes brancas são as mais amigas, embora tudo dependa da quantidade e das molhangas que usem/abusem. Sementes de linhaça. Bolachas de água e sal. Tortilhas de milho, que eu prefiro às de arroz, que mais parece que estamos a mastigar contraplacado. A Biocentury (que compro no Continente) tem umas ótimas, com chocolate negro. Ideais para um lanche porque já vêm separadas em embalagens de duas. O que interessa é variar e gostar. Se começar a ficar infeliz, não há dietazinha que me prenda.
Para além da alimentação mais cuidada, estou a acompanhar este regime com massagens, que são fundamentais para não substituir volume por (mais) flacidez. E até nas massagens noto diferença. Se nas primeiras, de cada vez que a menina se entusiasmava, eu dava quatro voltas ao planeta e desfiava todos os palavrões que conheço, agora já consigo falar durante o tratamento sem soluçar e deixar ranho na marquesa. Nódoas negras nas pernas? Tenho. Menos tempo para vegetar no sofá? Certo. Menos uns euros na carteira para gastar em roupa? Também. Mas prefiro usar o que tenho – calças e collants opacos – e sentir-me menos prima da Popota. São escolhas.
Num próximo post escreverei sobre alguns truques simples para ajudar, quer na alimentação, quer no gasto calórico. Porque aqui não há vudus: para emagrecer é preciso gastar mais calorias do que as que se ingerem.
Portanto, se vos der um ataque de pânico e comerem um chocolate, sigam para casa com a vossa pessoa e façam-na pagar pelo vosso erro, em sexo do bom. Garanto que vão começar a receber mais chocolates. Se tiverem a mais, aceito donativos ao fim-de-semana.
Inteligente, bonita, bem humorada, culta, aventureira, amiga, afetuosa, desinibida. Se não fosse ter mau feitio e nenhum talento para conversa de circunstância, dir-se-ia que sou uma Mulher de Sonho. Mesmo.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Portanto...
...hoje é dia onze do doze do treze e são catorze e quinze.
Vou listar dezasseis coisas de que eu gosto.
Vou publicar uma imagem do número dezassete.
E vou deixar-vos vibrar ao som de uma música que inclui o número dezoito.
Porquê?
Estimado leitor que pertence ao grupo de pessoas que se anima com estas sequências de números, siga para a resposta a).
Estimado leitor que é uma pessoa normal, siga para b).
a) Gostou? Ainda bem. Aqui a sua Mulher de Sonho quer que se sinta confortável e bem disposto. Repare como, por baixo de cada post, tive o cuidado de indicar a hora a que foi publicado. Com algarismos. Para que possa acompanhar as suas letras com os seus números. Feliz? Espero que sim. Agora vá lá consultar o Facebook para ver quantos likes teve o seu texto sobre os desejos que pediu às nove e dez deste dia (sim, porque certamente se irão realizar) (é garantido). Volte mais logo, sim? Um grande bem haja.
b) FODA-SE!
Vou listar dezasseis coisas de que eu gosto.
Vou publicar uma imagem do número dezassete.
E vou deixar-vos vibrar ao som de uma música que inclui o número dezoito.
Porquê?
Estimado leitor que pertence ao grupo de pessoas que se anima com estas sequências de números, siga para a resposta a).
Estimado leitor que é uma pessoa normal, siga para b).
a) Gostou? Ainda bem. Aqui a sua Mulher de Sonho quer que se sinta confortável e bem disposto. Repare como, por baixo de cada post, tive o cuidado de indicar a hora a que foi publicado. Com algarismos. Para que possa acompanhar as suas letras com os seus números. Feliz? Espero que sim. Agora vá lá consultar o Facebook para ver quantos likes teve o seu texto sobre os desejos que pediu às nove e dez deste dia (sim, porque certamente se irão realizar) (é garantido). Volte mais logo, sim? Um grande bem haja.
b) FODA-SE!
Coisas de que eu gosto (por ordem alfabética, para os freaks das letras):
1. Abraços
2. Animais (todos, menos as filhas de Satanás) (as baratas)
3. Balões
4. Chocolate
5. Conversas inteligentes
6. Gestos de ternura
7. Livros
8. Material de escritório (podia viver semanas no Staples)
9. Nadar
10. Ópera
11. Pequenos-almoços de hotel
12. Queijo
13. Sexo
14. Silêncios confortáveis
15. Stand-up comedy
16. Surpresas
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
As alegrias de mudar de casa #2
Não sei se já fizeram uma mudança com recurso a uma empresa especializada. Eu já.
Há uma dinâmica na relação que se estabelece com os técnicos que contratamos para esta tarefa. E esta dinâmica organiza-se em quatro fases distintas.
Fase um: A estranheza
Começa por ser uma relação distante e estranha. Temos dentro de casa pessoas que nunca vimos. Estas pessoas estão a mexer nos nossos pertences, a levá-los escada abaixo, sabe-se lá bem para onde. Queremos confiar que tudo correrá pelo melhor, que tudo chegará completo e intacto, mas desconfiamos, porque na verdade ninguém sabe como é que aquilo vai acabar.
Esperamos o melhor, tememos o pior.
Fase dois: O enamoramento
Há então um estreitar de sentimentos. Afinal já conhecemos aqueles indivíduos há umas horas, quiçá já lhes oferecemos água ou uma cerveja esquecida no frigorifico. Já partilhámos momentos de angústia - como quando o sofá não dá a volta na escada, e agora? -, já vivemos grandes alegrias - como quando afinal, depois de 40 minutos de tentativas, lá se consegue fazer descer o sofá. Somos uma equipa unida. Trocamos olhares cúmplices. Já observámos que as nossas caixas estão a ser transportadas para a carrinha das mudanças e não entregues a um primo mafioso que ali anda a rondar. Relaxamos.
Somos agora companheiros de viagem, na epopeia que é fazer uma mudança.
Fase três: O declínio
Quando metade do dia já passou, e sobretudo quando contratamos uma mudança paga à hora, o nosso bom humor começa a desaparecer pouco depois da hora do almoço (assumindo que começámos de manhã). Estamos cansados porque passámos os últimos dias a fazer caixas e a embrulhar biblots que nem sabíamos que tínhamos. Somos incapazes de compreender porque raio precisam aqueles tipos de descansar 3 minutos depois de nos levarem o piano de cauda para casa. Já não há sorrisos, já não há conversa de circunstância.
E é mútuo. Eles também já não gostam de nós, não ligam aos avisos “FRÁGIL” escritos nas caixas da loiça. Atiram com tudo como se estivessem a fazer birra.
A relação está por um fio.
Fase quatro: Preciso de um duche, de uma caixa de chocolates e de um filme de amor
É então que a mudança termina. Estamos felizes e damos saltinhos. Alguns dão só por dentro, outros até exteriorizam. Não há nada que mais queiramos do que ficar na nossa nova toca, a sós com uma vida envolvida em plástico e cartão.
Já os técnicos podem finalmente ir fazer as suas coisas e não levar mais com os nossos bufos enervados de cada vez que uma caixa é pousada/atirada. Também eles estão felizes.
Antes de separarmos caminhos, chega o momento do pagamento. O temível momento em que descobrimos que gastámos quase tanto naquela operação (+ materiais + IVA + seilámaisoquê), do que na renda. E pagamos - que remédio - de nó na garganta e sorriso amarelo.
Dizemos adeus entredentes (já não somos amigos!), fechamos a porta e ficamos ali, no silêncio, a sentirmo-nos sujos, usados, a desejar comida calórica e um filme que justifique as lágrimas que precisamos de fazer correr. O fim nunca é fácil.
Mudar de casa é um processo merdoso. Já tinha dito, certo?
Preciso de chocolate. Preciso de muito, muito, mesmo muito chocolate.
Há uma dinâmica na relação que se estabelece com os técnicos que contratamos para esta tarefa. E esta dinâmica organiza-se em quatro fases distintas.
Fase um: A estranheza
Começa por ser uma relação distante e estranha. Temos dentro de casa pessoas que nunca vimos. Estas pessoas estão a mexer nos nossos pertences, a levá-los escada abaixo, sabe-se lá bem para onde. Queremos confiar que tudo correrá pelo melhor, que tudo chegará completo e intacto, mas desconfiamos, porque na verdade ninguém sabe como é que aquilo vai acabar.
Esperamos o melhor, tememos o pior.
Fase dois: O enamoramento
Há então um estreitar de sentimentos. Afinal já conhecemos aqueles indivíduos há umas horas, quiçá já lhes oferecemos água ou uma cerveja esquecida no frigorifico. Já partilhámos momentos de angústia - como quando o sofá não dá a volta na escada, e agora? -, já vivemos grandes alegrias - como quando afinal, depois de 40 minutos de tentativas, lá se consegue fazer descer o sofá. Somos uma equipa unida. Trocamos olhares cúmplices. Já observámos que as nossas caixas estão a ser transportadas para a carrinha das mudanças e não entregues a um primo mafioso que ali anda a rondar. Relaxamos.
Somos agora companheiros de viagem, na epopeia que é fazer uma mudança.
Fase três: O declínio
Quando metade do dia já passou, e sobretudo quando contratamos uma mudança paga à hora, o nosso bom humor começa a desaparecer pouco depois da hora do almoço (assumindo que começámos de manhã). Estamos cansados porque passámos os últimos dias a fazer caixas e a embrulhar biblots que nem sabíamos que tínhamos. Somos incapazes de compreender porque raio precisam aqueles tipos de descansar 3 minutos depois de nos levarem o piano de cauda para casa. Já não há sorrisos, já não há conversa de circunstância.
E é mútuo. Eles também já não gostam de nós, não ligam aos avisos “FRÁGIL” escritos nas caixas da loiça. Atiram com tudo como se estivessem a fazer birra.
A relação está por um fio.
Fase quatro: Preciso de um duche, de uma caixa de chocolates e de um filme de amor
É então que a mudança termina. Estamos felizes e damos saltinhos. Alguns dão só por dentro, outros até exteriorizam. Não há nada que mais queiramos do que ficar na nossa nova toca, a sós com uma vida envolvida em plástico e cartão.
Já os técnicos podem finalmente ir fazer as suas coisas e não levar mais com os nossos bufos enervados de cada vez que uma caixa é pousada/atirada. Também eles estão felizes.
Antes de separarmos caminhos, chega o momento do pagamento. O temível momento em que descobrimos que gastámos quase tanto naquela operação (+ materiais + IVA + seilámaisoquê), do que na renda. E pagamos - que remédio - de nó na garganta e sorriso amarelo.
Dizemos adeus entredentes (já não somos amigos!), fechamos a porta e ficamos ali, no silêncio, a sentirmo-nos sujos, usados, a desejar comida calórica e um filme que justifique as lágrimas que precisamos de fazer correr. O fim nunca é fácil.
Mudar de casa é um processo merdoso. Já tinha dito, certo?
Preciso de chocolate. Preciso de muito, muito, mesmo muito chocolate.
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