Recebo, no âmbito da minha atividade profissional, várias publicações. Jornais e revistas. Chegam regularmente à minha secretária pelas mãos do rapaz do correio interno. Entrega-mas, pede que assine, sorri, se faço uma pergunta muda de cor como um camaleão avariado, e sai do gabinete o mais depressa possível. Tudo, de tacha sempre arreganhada. Parece um turista asiático que não fala a língua local mas que se desdobra em sorrisos para compensar. Ou um doente mental, momentos antes de nos espetar uma caneta bic no pescoço.
Há uns dias estava de saída do meu gabinete para ir à casa de banho. Um percurso que, desde que comecei a beber chá de cavalinha, já deixou um sulco no chão. Com profundidade de trincheira de guerra.
Uns metros à frente da porta, lá estava o rapaz, de sorriso rasgado e de revista Visão na mão.
Tentei explicar que ia sair mas foi como se a revista estivesse armadilhada. Passou-ma para as mãos e fugiu. A sorrir - sempre - até quando virou costas.
Resignada, enrolei a revista e levei-a comigo. À casa de banho.
Fiz o que tinha a fazer, peguei na revista e abri a porta da casa de banho para regressar.
Tudo certo. Não fosse o Diretor Geral, que normalmente faz questão de contar os sinais que eu tenho no decote (e às vezes tenta uni-los mentalmente, para ver se consegue formar uma figura) (das porcas), estar a abeirar-se da casa de banho dele no mesmo instante.
Eu, de revista na mão, a sair da casa de banho.
Ele, convencido que eu tinha estado a evacuar na hora de expediente, enquanto lia a crónica do Ricardo Araújo Pereira.
Inteligente, bonita, bem humorada, culta, aventureira, amiga, afetuosa, desinibida. Se não fosse ter mau feitio e nenhum talento para conversa de circunstância, dir-se-ia que sou uma Mulher de Sonho. Mesmo.
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Um coiso
É já amanhã que os Gato Fedorento regressam.
O programa chama-se "Um Coiso para Acabar com a Crise" e passa na SIC, depois do Jornal da Noite.
Ainda não consegui decidir se o meu Fedorento preferido é o Ricardo Araújo Pereira, com quem queria conversar até o meu cérebro se desligar de exaustão e de consolo, ou o José Diogo Quintela, com quem queria passar longas noites na cozinha da Padaria Portuguesa, a aprender as receitas do pão de deus e dos croissants açucarados.
Acho que cérebro bate estômago, embora às vezes dependa da altura do mês.
O programa chama-se "Um Coiso para Acabar com a Crise" e passa na SIC, depois do Jornal da Noite.
Ainda não consegui decidir se o meu Fedorento preferido é o Ricardo Araújo Pereira, com quem queria conversar até o meu cérebro se desligar de exaustão e de consolo, ou o José Diogo Quintela, com quem queria passar longas noites na cozinha da Padaria Portuguesa, a aprender as receitas do pão de deus e dos croissants açucarados.
Acho que cérebro bate estômago, embora às vezes dependa da altura do mês.
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