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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pelo na lantejoula

Mais do que pelas habituais pontuações politicó-geó-coisó-corretas (não entendo como não espetaram com a Ucrânia no pódio) (embora sexto lugar não seja mau) (e a Rússia ficou em sétimo) (clássico), e mais do que por questões de sexualidades mais ou menos assumidas (já chega disso, não?), a Eurovisão 2014 ficará marcada pela importante temática da liberdade capilar.

Era um debate que se impunha. E ele aí está.

Este ano, este colosso europeu de audiências (alguém viu...?) foi ganho pela Áustria. E quem levou o país à vitória, com o tema "Rise Like a Phoenix", foi a cantora Conchita Wurst.
Que é um homem.
De cabelo comprido.
E barba.

Ei-la.


Não me interessa abordar aqui a liberdade que qualquer macho deverá ter no momento de decidir que roupa usar num evento destes.
Calças ou vestido de lantejoulas, o que importa é que se sintam bonitos.

Podíamos debater (durante horas) as unhacas de gel da menina. Mas aposto que coçam costas com uma categoria olímpica e por isso quem sou eu para questionar a opção?

Interessa-me sim louvar o momento histórico em que uma barba subiu ao palco, combinada com uma melena comprida e um vestido dourado, e o palco não era da família Cardinali.

A visionária Madonna já tinha dado uma perninha na causa, em março, exibindo esta cabeluda axila no seu Instagram.


A legenda era "Long hair don't care". Qualquer coisa como "Sou uma badalhoca mas tenho um namorado de 20 anos". Vai buscar!

Mas agora, meu amigos, agora deu-se um salto de gigante.
De igualdade de oportunidades. De inclusão. De liberdade.

E por isso, hoje, em várias aldeias de Portugal aplaude-se de pé.


Meus amigos, a liberdade capilar chegou.

Tenham medo.
Tenham muito medo.

Para quem, não viu e ouviu a atuação (todos?) aqui têm.


Que pulmões.
Que garra.
Que maquilhagem.
Que barba.