Era um debate que se impunha. E ele aí está.
Que é um homem.
De cabelo comprido.
E barba.
Não me interessa abordar aqui a liberdade que qualquer macho deverá ter no momento de decidir que roupa usar num evento destes.
Calças ou vestido de lantejoulas, o que importa é que se sintam bonitos.
Podíamos debater (durante horas) as unhacas de gel da menina. Mas aposto que coçam costas com uma categoria olímpica e por isso quem sou eu para questionar a opção?
Interessa-me sim louvar o momento histórico em que uma barba subiu ao palco, combinada com uma melena comprida e um vestido dourado, e o palco não era da família Cardinali.
A visionária Madonna já tinha dado uma perninha na causa, em março, exibindo esta cabeluda axila no seu Instagram.
Mas agora, meu amigos, agora deu-se um salto de gigante.
De igualdade de oportunidades. De inclusão. De liberdade.
E por isso, hoje, em várias aldeias de Portugal aplaude-se de pé.
Meus amigos, a liberdade capilar chegou.
Tenham medo.
Tenham muito medo.
Para quem, não viu e ouviu a atuação (todos?) aqui têm.
Que pulmões.
Que garra.
Que maquilhagem.
Que barba.


