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terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Livro do Ano - Outono

O Livro do Ano é um livro do Afonso Cruz, um fantástico escritor português que descobri há pouco tempo. Este livro está organizado pelas estações do ano, tem ilustrações únicas e é como que um diário mágico, cheio de poesia na prosa.

Hoje trago-vos algumas das minhas passagens preferidas, do Outono. Acreditem que foi difícil escolher. É como comer Pringles: a próxima é sempre a última batata frita que vamos tirar e depois nunca é, até acabar o pacote.

Outono

27 de Setembro
Caiu a folha de um livro. Já é Outono.

2 de Outubro
Uma só letra é muito importante.
Se não fosse o «g», o gastrónomo teria que se dedicar às estrelas e aos planetas.

24 de Novembro
Há coisas que não se podem guardar em frascos, como os beijos e os dentes que ainda não caíram e os pensamentos e a luz das velas.


3 de Dezembro
O meu avô diz que a felicidade é uma péssima corredora e que é fácil fugirmos dela.
E a tristeza?, perguntei.
É uma excelente corredora, respondeu ele.

3 de Dezembro
Para aquecer o corpo, o melhor é uma lareira. Mas, para aquecer a parte de dentro do corpo, o melhor é ler.




Se já estão à procura de presentes de Natal, esta é uma das minhas sugestões. É perfeito para quem gosta de ler, pela beleza do conteúdo, e perfeito para quem não é um leitor regular, pela leveza do mesmo. Custa 15€ e está disponível na FNAC e na Bertrand.
 


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Tenho um part-time e não sabia

Esta coisa de pôr os clientes a desempenhar papéis fundamentais para o processo de compra tem a sua graça. Tenho percebido ultimamente que tenho part-times no Continente, no Jumbo, na Decathlon, na FNAC e no IKEA. E cheira-me que não ficarei por aqui.

Com uma lata bestial, estes senhores sugerem que, se não queremos ficar na fila para pagar – PORQUE ELES NÃO DISPONIBILIZAM CAIXAS EM QUANTIDADE SUFICIENTE (ficava mais caro, não era?) – que o façamos nós em locais que nos transformam em perfeitos mentecaptos sem capacidade para conseguir que o fdp do leitor encontre o fdp do código de barras.
Avançamos alegremente para esta modalidade self-service, satisfeitos, por ter caixas “rápidas” e lá ficamos, em quase 100% das vezes, com ar de rafeiros abandonados, à procura de quem nos ajude a registar o saco das cebolas ou a caixa de gilletes que vem fechada num cofre-forte.
(a propósito, qual é o bando que anda aí a roubar gilettes como se não houvesse amanhã?)
(eu acho que mais valia fecharem as tabletes de chocolate ou os bollycaos, mas eles lá saberão).

Tudo isto para dizer que eu nem me importo de acumular estes part-times, mas senhores, mandem lá o chequezinho, sim?
Já bem basta dar-vos o privilégio de deixar o meu perfume nos vossos corredores.
Rápido e à ordem de Mulher de Sonho. Vá.